Todos os dias mais amanhã 2
Se já leu até aqui talvez tenha percebido que não é o blog ideal para mostrar ao seu filho pequenino para ler. Pai, pai, o que é caralho. Bem filho car... isso é... pergunta à tua mãe. Tão a ver a história. Mas o conhecimento não tem idades predefinidas pelo que deixo ao vosso critério permitirem ou não a expansão da mente dos vossos filhos. Estava a ver que não encontrava a merda do frasquinho, isto de fazer análises é mau. Pronto mau não é mas é chato como o caraças. A camisa ainda suja de sangue. Grande porco nem teve a decência de mudá-la, ou se calhar nem pode, não teve tempo ou não tem mais nenhuma. Mas podia muito bem lavá-la. Aposto que se a lavasse ficava de novo branca bem, mais ou menos. Se bem que por mais que esfregasse, e por muita lixivia que usasse a sua alma seria sempre aquela coisa conspurcada. Ele é um gajo com carácter, mau carácter, mas não obstante carácter. Xiii pá, esta merda tá cheia. Estou cheio de fome, ainda não comi nada hoje e estas velhas porcas vêm para aqui fazer sala, parece que não têm mais nada p’ra fazer da vida. O seu cartão por favor. Cartão? É preciso? Sim claro, sem o cartão não pode fazer nada. Não me diga que me vai fazer ir a casa buscar a porcaria do cartão. Desculpe senhor, não é má vontade simplesmente, se não tiver aqui o número do seu cartão de saúde, o laboratório não aceita as amostras. Então posso passar cá à tarde para trazer o cartão? Ah é que isto fecha às 13:00 e o estafeta do laboratório passa por cá um pouco antes para vir buscar as amostras. Mas olhe, faz a análise e depois telefona para cá a dizer o número. Ok? Sim, sim pode ser assim. Aquilo estava mesmo apinhado, eram só velhinhas com cara de enjoo ali sentadas à espera da sua vez como gado que vai para o matadouro. Não pude deixar de sorrir. O pior é que estavam todas a minha frente. Mas aquela chavala que está ali até não é de se deitar fora. Siga, agora é que é. Sente-se ai e arregace a manga. Feche a mão...já pode abrir. Faça pressão no algodão. Já está. Então e a urina não é preciso? Não, não. Está tudo maluco, deita o frasco com a urina para o chão e sai batendo a porta. Há gente muito estúpida, estupida o suficiente para não respeitar o próximo... mas espera, salvo raras excepções, toda a gente é assim. Conclusão: O mundo é uma merda mas quem sou eu para mudá-lo.
